79% dos paulistas dizem que já mentiram para transar, segundo levantamento de aplicativo de relacionamento
A mentira mais contada pelos homens paulistas para levar alguém para cama é dizer que vão colocar 'só a cabecinha'. No caso das mulheres, as mentiras mais contadas para não ir para cama com alguém é dizer que estão menstruadas ou que não curtem homens. O levantamento foi feito pelo app de relacionamentos liberais Ysos. Casal na cama, sexo, sexualidade cottonbro studio/Pexels Neste dia da mentira, 1° de abril, uma enquete feita com usuários de um aplicativo de relacionamento mostrou que 79,71% dos paulistas já mentiram para ter relações sexuais. Em contrapartida, 84% já mentiram para não transar. O app Ysos, onde foi feita a pesquisa, é focado em relacionamentos liberais e na enquete manteve os participantes em anonimato. O levantamento foi nacional e apontou que, no Brasil, 71% dos participantes já mentiram para se deitar com alguém, enquanto 81% mentiram para fugir do date na hora H. No Brasil, são 1,6 milhão de usuários e em SP, 335.586 mil perfis. A mentira mais contada pelos paulistas para conseguir o que querem, tanto na conversa, quanto depois de conhecer alguém pessoalmente, é "vou colocar só a cabecinha". Já para fugir na hora H, a mentira mais contada é “hoje não posso porque estou menstruada”. Por mais que algumas mentiras sejam descobertas, a maioria não é, já que apenas 28% dos paulistas admitiram que descobriram que alguém tinha mentido para ter relações sexuais com eles. Para você ficar esperto, essas são algumas das mentiras mais contadas pelos paulistas: “Gozei rápido porque você é muito gostosa”; “A amizade continua”; “Sou casado, mas estou separando”; “Nunca fiz sem camisinha”; “Vamos transar a noite toda”. Já no Brasil, as mentiras mais contadas são: “Só a cabecinha”; “Amanhã eu te ligo”; “Eu tiro antes de gozar”. "A mentira de 'colocar só a cabecinha' é uma clássica. Parece até uma piada da 5ª série. A gente cresce ouvindo isso e não acredita que as pessoas realmente falem isso em pleno 2024. Mas acontece e pelo que a gente percebeu não é pouco", contou Gustavo Ferreira, head de marketing do aplicativo. Victor Gonçalves, de 29 anos, usa aplicativos de relacionamento desde 2012, quando tinha 18 anos. Ele é um homem gay e contou ao g1 que já caiu em mentiras, mas também já contou algumas, inofensivas, como dizer que morava próximo ao local do encontro. O que é o 'golpe do amor' que levou mais de 50 mulheres à prisão em São Paulo? Veja dicas para se proteger Para não cair em mentiras, Vitor tenta conversar pelo menos dois dias com a pessoa antes do primeiro encontro e segui-la ela em redes sociais para verificar se ela é realmente de verdade. Mas ele já saiu com pessoas que tinha conhecido havia 20 minutos, por exemplo. Ele conta que depende da situação e do que ele quer no momento. Independentemente do método usado para se prevenir, não cair em mentiras não é tão simples. Vitor disse que, quando começou a usar aplicativos, conheceu um homem que, nas fotos e nos cliques íntimos que eles trocavam, era de um jeito. Eles marcaram um date e, quando Victor o viu, disse que parecia outra pessoa. “Ele não era nem um pouco parecido com a foto. Era uma foto de outra pessoa. O cabelo era diferente, tudo era diferente. Era um cara um pouco mais velho do que a pessoa da foto, bem mais velho. Na época eu tinha 23 anos e ele parecia passar dos 40. Mas eu transei”, contou Victor. O head de marketing do Ysos, Gustavo Ferreira falou sobre algumas técnicas que as pessoas usam para não cair em mentiras nos aplicativos. "Alguns fazem as mesmas perguntas diversas vezes em diferentes contextos para verificar se há coesão nas respostas, outros analisam minuciosamente as fotos de ambas as galerias e outros recorrem para ligações e videochamadas", explica. Natália Iura, de 39 anos, conta que também já caiu em mentiras ao conhecer pessoas por aplicativos de relacionamento. Ela já descobriu pessoas casadas em relacionamentos fechados, pessoas que mentem sobre ser solteiras, pessoas que não eram o que pareciam ser no app, entre outras. "[As mentiras] são questões de insegurança, medo de expor o que pensa ou o que quer fazer por não estar seguro consigo mesmo, ou porque realmente é uma pessoa que está no lugar que não deveria porque não é liberado, digamos assim, é uma pessoa casada, e a esposa não sabe [que ele está em um app]. Mas mentira sempre tem, sempre", afirmou Natália. Natália também contou ao g1 que já mentiu algumas vezes para não ter que transar, mas nunca para conseguir ir para cama com alguém. As mentiras que ela mais conta são sobre estar menstruada ou não gostar de homens. Para não cair em mentiras, as táticas da Natália são dar uma olhada nas redes sociais da pessoa e, além disso, o primeiro encontro é sempre em algum lugar público e movimentado.


A mentira mais contada pelos homens paulistas para levar alguém para cama é dizer que vão colocar 'só a cabecinha'. No caso das mulheres, as mentiras mais contadas para não ir para cama com alguém é dizer que estão menstruadas ou que não curtem homens. O levantamento foi feito pelo app de relacionamentos liberais Ysos. Casal na cama, sexo, sexualidade cottonbro studio/Pexels Neste dia da mentira, 1° de abril, uma enquete feita com usuários de um aplicativo de relacionamento mostrou que 79,71% dos paulistas já mentiram para ter relações sexuais. Em contrapartida, 84% já mentiram para não transar. O app Ysos, onde foi feita a pesquisa, é focado em relacionamentos liberais e na enquete manteve os participantes em anonimato. O levantamento foi nacional e apontou que, no Brasil, 71% dos participantes já mentiram para se deitar com alguém, enquanto 81% mentiram para fugir do date na hora H. No Brasil, são 1,6 milhão de usuários e em SP, 335.586 mil perfis. A mentira mais contada pelos paulistas para conseguir o que querem, tanto na conversa, quanto depois de conhecer alguém pessoalmente, é "vou colocar só a cabecinha". Já para fugir na hora H, a mentira mais contada é “hoje não posso porque estou menstruada”. Por mais que algumas mentiras sejam descobertas, a maioria não é, já que apenas 28% dos paulistas admitiram que descobriram que alguém tinha mentido para ter relações sexuais com eles. Para você ficar esperto, essas são algumas das mentiras mais contadas pelos paulistas: “Gozei rápido porque você é muito gostosa”; “A amizade continua”; “Sou casado, mas estou separando”; “Nunca fiz sem camisinha”; “Vamos transar a noite toda”. Já no Brasil, as mentiras mais contadas são: “Só a cabecinha”; “Amanhã eu te ligo”; “Eu tiro antes de gozar”. "A mentira de 'colocar só a cabecinha' é uma clássica. Parece até uma piada da 5ª série. A gente cresce ouvindo isso e não acredita que as pessoas realmente falem isso em pleno 2024. Mas acontece e pelo que a gente percebeu não é pouco", contou Gustavo Ferreira, head de marketing do aplicativo. Victor Gonçalves, de 29 anos, usa aplicativos de relacionamento desde 2012, quando tinha 18 anos. Ele é um homem gay e contou ao g1 que já caiu em mentiras, mas também já contou algumas, inofensivas, como dizer que morava próximo ao local do encontro. O que é o 'golpe do amor' que levou mais de 50 mulheres à prisão em São Paulo? Veja dicas para se proteger Para não cair em mentiras, Vitor tenta conversar pelo menos dois dias com a pessoa antes do primeiro encontro e segui-la ela em redes sociais para verificar se ela é realmente de verdade. Mas ele já saiu com pessoas que tinha conhecido havia 20 minutos, por exemplo. Ele conta que depende da situação e do que ele quer no momento. Independentemente do método usado para se prevenir, não cair em mentiras não é tão simples. Vitor disse que, quando começou a usar aplicativos, conheceu um homem que, nas fotos e nos cliques íntimos que eles trocavam, era de um jeito. Eles marcaram um date e, quando Victor o viu, disse que parecia outra pessoa. “Ele não era nem um pouco parecido com a foto. Era uma foto de outra pessoa. O cabelo era diferente, tudo era diferente. Era um cara um pouco mais velho do que a pessoa da foto, bem mais velho. Na época eu tinha 23 anos e ele parecia passar dos 40. Mas eu transei”, contou Victor. O head de marketing do Ysos, Gustavo Ferreira falou sobre algumas técnicas que as pessoas usam para não cair em mentiras nos aplicativos. "Alguns fazem as mesmas perguntas diversas vezes em diferentes contextos para verificar se há coesão nas respostas, outros analisam minuciosamente as fotos de ambas as galerias e outros recorrem para ligações e videochamadas", explica. Natália Iura, de 39 anos, conta que também já caiu em mentiras ao conhecer pessoas por aplicativos de relacionamento. Ela já descobriu pessoas casadas em relacionamentos fechados, pessoas que mentem sobre ser solteiras, pessoas que não eram o que pareciam ser no app, entre outras. "[As mentiras] são questões de insegurança, medo de expor o que pensa ou o que quer fazer por não estar seguro consigo mesmo, ou porque realmente é uma pessoa que está no lugar que não deveria porque não é liberado, digamos assim, é uma pessoa casada, e a esposa não sabe [que ele está em um app]. Mas mentira sempre tem, sempre", afirmou Natália. Natália também contou ao g1 que já mentiu algumas vezes para não ter que transar, mas nunca para conseguir ir para cama com alguém. As mentiras que ela mais conta são sobre estar menstruada ou não gostar de homens. Para não cair em mentiras, as táticas da Natália são dar uma olhada nas redes sociais da pessoa e, além disso, o primeiro encontro é sempre em algum lugar público e movimentado.